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O Direito Autoral no séc XXI

E a nova ministra da cultura, Marta Suplicy, acaba de convidar Márcio Souza para voltar ao cargo que ocupara durante as gestões Gil/Juca do governo Lula, à frente da pasta do direito autoral. Em meio às expectativas, parece ser novamente o momento de diferenciar os argumentos “flexíveis”, que retomam a autoria do indivíduo, separado da técnica, tentando evitar a implosão do modelo proprietário face às novas ferramentas de compartilhamento e anonimato que se multiplicam na Internet.

Ainda não terminei de traduzir o excelente post sobre O Preço da Produção Intelectual que, entre outros, aponta a chegada de um momento onde começamos a nos dar conta de que “não existe mais uma retribuição material sólida para a produção intelectual” (” l’on commence à réaliser qu’il n’y a plus vraiment de rétribution matérielle solide pour les productions intellectuelles.”

A Raiva e a Esperança: GlobalRevolution

Giovedì 20 Ottobre 2011 17:44

Dietro il passamontagna del 15 ottobre

Por detrás do passamontanha do 15 de outubro

Para que servem as suas convicções? Talvez para convencer os blocos negros – homens negros – a serem mais flexíveis? Blindando as manifestações pacíficas fazendo-as se proteger com cordões de segurança prontos para bater em qualquer um que se desvie das suas direções, do seu manual de comportamento – até aqui pode estar com raiva, ali não, não está bem, [afastando-nos de Scalfari e Cazzullo?] Que um movimento faça barricadas e depois chame a polícia para retirá-las – como dizia Marx sobre os alemães – é uma coisa contra a natureza.

Que um movimento tente construir simpatia e consenso em torno de seus temas é não apenas legítimo como desejável, que um movimento apresente uma opção de mudança radical não é apenas legítimo como desejável.

O tumulto não vem de Marte, não é um complô organizado de uma minoria de fascínoras. Está nele nossa distorção visceral. É o buraco negro da política, o colapso da matéria. Mas está no nosso universo.

É que se mede o desafio de uma política de mudança, na transformação da raiva em esperança, em dar à raiva uma esperança.

Roma_15ott

Che un movimento provi a costruire simpatia e consenso intorno ai suoi temi è non solo legittimo ma auspicabile, che un movimento ponga un’opzione di cambiamento radicale è non solo legittimo ma auspicabile.

Il tumulto non viene da Marte, non è un complotto organizzato da minoranze di facinorosi. È nelle nostre attorcigliate viscere. È il buco nero della politica, il collasso della materia. Ma è nel nostro universo.

È qui che si misura la sfida di una politica del cambiamento, nel trasformare la rabbia in speranza, nel dare alla rabbia una speranza.

FemaleMan Meets OncoMouse

donna haraway “In the process of materialized reconfiguration of the kinship between different orders of life, the generative splicing of synthetic DNA and money produces promising transgenic fruit. Specifically, natural kind becomes brand or trade-mark, a sign protecting intellectual property claims in business transactions; we will meet this corporeal reconfiguration again in the score for the techoscience fugue” (Haraway 1997:66)

“The technical, textual, organic, historical, formal, mythic, economic, and political dimensions of entities, actions and worlds implode on the gravity well of technoscience – or perhaps of any word massive enough to bend our attention, warp our certainties, and sustain our lives. Potent categories collapse into each other” (Haraway 1997:68).

OncoMouse” “Implosion” does not imply that technoscience is “socially constructed”, as the “social” were ontologically real and separate. “Implosion” is a claim for heterogeneous and continual construction through historically located practice, where the actors ar not all human”. (Haraway 1997: 68).

“Implosion of dimensions implies loss of clear and distinct identities, but not loss of mass and energy. Maybe to describe what gets sucked into the gravity well of a massive unknown universe we have to risk getting close enough to be permanently warped by the lines of force. Or maybe we already live inside the well, where lines of force have become the sticky threads of our bodies” (Haraway 1997: 69).

“The FemaleMan is generic woman “enterprised up” (Haraway 1997: 70).

“The Female Man is literally a contradiction in kind” (Haraway 1997: 71).

“By insisting on the FemaleMan, I also ascribe the copyright to the figure and the text, that is, to the work rather than to the author. It seems only just by late twentieth century to mistake the creature for the creator and to relocate agency in the aliented object. The history of copyright, with its roots in doctrines of property in the self, invites my confusion of creator and creature by its very effort to draw a clear line between subject and object, original and copy, valued and valueless. I hope the original author will  forgive me” (Haraway 1997: 71).

“The representation of the author as proprietor of the work and of the self rested on the Lockean idea of property wich originated “in acts os appropriation from the general state of nature” (…) “property on this account, was not a social invention but a natural right, exercised by the objectification of the person in his works.” (Haraway 1997: 72).

Resenha de Modest Witness meets OncoMouse by Lynn Randolph