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FemaleMan Meets OncoMouse

donna haraway “In the process of materialized reconfiguration of the kinship between different orders of life, the generative splicing of synthetic DNA and money produces promising transgenic fruit. Specifically, natural kind becomes brand or trade-mark, a sign protecting intellectual property claims in business transactions; we will meet this corporeal reconfiguration again in the score for the techoscience fugue” (Haraway 1997:66)

“The technical, textual, organic, historical, formal, mythic, economic, and political dimensions of entities, actions and worlds implode on the gravity well of technoscience – or perhaps of any word massive enough to bend our attention, warp our certainties, and sustain our lives. Potent categories collapse into each other” (Haraway 1997:68).

OncoMouse” “Implosion” does not imply that technoscience is “socially constructed”, as the “social” were ontologically real and separate. “Implosion” is a claim for heterogeneous and continual construction through historically located practice, where the actors ar not all human”. (Haraway 1997: 68).

“Implosion of dimensions implies loss of clear and distinct identities, but not loss of mass and energy. Maybe to describe what gets sucked into the gravity well of a massive unknown universe we have to risk getting close enough to be permanently warped by the lines of force. Or maybe we already live inside the well, where lines of force have become the sticky threads of our bodies” (Haraway 1997: 69).

“The FemaleMan is generic woman “enterprised up” (Haraway 1997: 70).

“The Female Man is literally a contradiction in kind” (Haraway 1997: 71).

“By insisting on the FemaleMan, I also ascribe the copyright to the figure and the text, that is, to the work rather than to the author. It seems only just by late twentieth century to mistake the creature for the creator and to relocate agency in the aliented object. The history of copyright, with its roots in doctrines of property in the self, invites my confusion of creator and creature by its very effort to draw a clear line between subject and object, original and copy, valued and valueless. I hope the original author will  forgive me” (Haraway 1997: 71).

“The representation of the author as proprietor of the work and of the self rested on the Lockean idea of property wich originated “in acts os appropriation from the general state of nature” (…) “property on this account, was not a social invention but a natural right, exercised by the objectification of the person in his works.” (Haraway 1997: 72).

Resenha de Modest Witness meets OncoMouse by Lynn Randolph

Que tipo de estratégia é a difração?

Donna Haraway: “Primeiro ela é uma metéfora ótica, como espelhamento, mas ela traz consigo mais dinamismo e potência. Padrões d difração se referem a uma história heterogênea, não a originais. Diferentement de reflexões especulares, difrações não deslocam o mesmo para outro lugar. A difração é uma metéfora para um tipo de consciência crítica no final deste milênio cristão bastante doloroso, empenhada em fazer uma diferença e não em repetir a Sagrada Imagem do Mesmo. Interesso-me pela maneira como padrões de difração registram a história da interação, interferência, reforço e diferença. Nesse sentido, “difração” é uma tecnologia narrativa, gráfica, psicológica, espiritual e política para produzir sentidos consequenciais. Por essas razões, eu fecho Modest Witness com o argumento “gráfico” de Lynn Randolph – sua pintura Diffraction [Difração] (1992).”

Thyrza Nichols Googeve: Sendo a “difração” um fenômeno ótico, descreva a diferença entre ela e a reflexão.

DH: “Bem, de início existem certas piadas envolvendo o uso do termo “difração” nesse contexto. Uma corrente do feminismo norte-americano desenfatiza – ou mesmo anatematiza – os olhos e o processo visual e ressalta o oral e o tátil. O especular está sempre sob suspeita. “Espetáculo”, “especular”, “espetacular”, “especulando” são codificados como branco, masculino, poderoso, extraterrestre, cheio de dominação, nhem-nhem-nhem [cai na gargalhada].”

TNG: Entendo o que quer dizer a partir da teoria feminista do cinema.

DH: “E então codificado em termos do problema da cópia e do original, o processo de visão sempre envolve um perder de vista aquilo que se vê. É o mesmo ou foi deslocado para outro lugar? É a cópia realmente uma cópia do original? Se você tem uma reflexão e a imagem é deslocada para outro lugar, ela é tão boa quanto a original? Todas essas teológicas da representação estão enraizadas profundamente num sistema tropológico que enfatiza a visão. Volte ao platonismo, ao evangelho de João, ao Iluminismo. E feministas têm, em parte, reagido a essa herança na qual a luz é fortemente patriarcal – movendo do corpo escuro escuro da mulher para a luz do Pai. Portanto, não é surpreendente que muitos trabalhos feministas enfatizem diferentes sistemas tropológicos, especialmente o oral, aural e tátil. Bom. Não tenho problemas com isso a não ser quando se torna dogmático, quando os olhos são proibidos. Metáforas visuais são muito interessantes. Eu não vou abandoná-las assim como não vou abandonar a democracia, a soberania, a agência, e todas essas heranças poluídas. Acho que a maneiras como eu trabalho é tomando minha própria herança poluída – o ciborgue é uma delas – e tentando retrabalhá-la. O mesmo ocorre com metáforas óticas; eu pego sistemas tropológicos que eu herdei e tento fazer algo com eles que vá contra a corrente. De certa forma, é simplista.”pp. 119-20.

Revista Nada, Maio, n 11, 2008

Org. Pedro Peixoto Ferreira & Emerson Freire